LIVROS PUBLICADOS
O risco de cada um - e
outros ensaios de psicanálise e cultura (2007) -
Kleist disse que, ao
perdermos a inocência, as portas do paraíso se trancam atrás de nós. Mas
complementou: é sempre possível dar uma volta ao mundo e descobrir a
brecha por onde entrevemos que o paraíso perdido não estava antes nem
estará depois; está ao lado. Está em cada ato de justiça praticado ou
pleiteado; em cada palavra que honra o que temos de melhor e condena o que
nos degrada, enfim, cada ato que torna o convívio humano mais livre e
solidário. Enquanto tais valores permanecerem vivos, a vida do Outro
transcendente está garantida. É este o risco de cada um e de todos nós.
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O vestígio e a aura: corpo e
consumismo na moral do espetáculo (2004)
-
Jurandir
Freire Costa acredita que a psicanálise é uma invenção humana que só
tem sentido se servir para melhorar a vida de seres humanos. Neste
sentido, seu trabalho há muito tempo ultrapassou os limites de sua
especialidade para a tarefa mais abrangente de refletir intensamente sobre
a condição humana. Para
Renato Janine Ribeiro, que assina o prefácio, Jurandir Freire Costa
"tem a coragem de converter sua teoria e conhecimento em ação,
naquela ação que é a do intelectual, ou seja, a tomada pública de
posição". Em "Razões públicas, emoções privadas, a
originalidade e a força das idéias desse psicanalista e pensador podem
mais uma vez ser confirmadas.
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Razões Públicas, Emoções Privadas (1999)
-
Jurandir
Freire Costa acredita que a psicanálise é uma invenção humana que só
tem sentido se servir para melhorar a vida de seres humanos. Neste
sentido, seu trabalho há muito tempo ultrapassou os limites de sua
especialidade para a tarefa mais abrangente de refletir intensamente sobre
a condição humana. Para
Renato Janine Ribeiro, que assina o prefácio, Jurandir Freire Costa
"tem a coragem de converter sua teoria e conhecimento em ação,
naquela ação que é a do intelectual, ou seja, a tomada pública de
posição". Em "Razões públicas, emoções privadas, a
originalidade e a força das idéias desse psicanalista e pensador podem
mais uma vez ser confirmadas.
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Sem Fraude nem Favor: estudos sobre o amor romântico (1998)
-
"Os
artigos deste livro não pretendem oferecer soluções - se é que existem
- para os dilemas do amor. Pretendem, simplesmente, sugerir outro modo de
pensar sobre a questão. A sugestão é que tentemos desfazer o monótono
pêndulo que oscila entre a culpabilização dos indivíduos pelos
fracassos de amor e a condenação da paixão amorosa como desvario
institucionalizado. O amor é uma crença emocional e, como toda crença,
pode ser mantida, alterada, dispensada, trocada, melhorada, piorada ou
abolida. Tudo pode ser recriado, se acharmos que assim deve ser, em
função do que julgamos melhor para todos e cada um de nós".
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A Face e o Verso: estudos sobre o homoerostimo II
(1995) -
Este
livro examina o conceito de homossexualidade masculina na literatura
médica, psiquiátrica e sexológica do século XIX, comparando sua
significação com a existente na psicanálise de Freud e alguns de seus
seguidores. Lança mão da teoria freudiana do sujeito e da teoria
pragmática ou neo-pragmática da linguagem. Apresenta também uma
discussão das conseqüências científicas e éticas do emprego de termos
como homossexual, homossexualidade ou homossexualismo nas teorias
científicas e na linguagem corrente.
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Redescrições da Psicanálise (1994)
-
Os
trabalhos apresentados nesta coletânea são, na maioria, um produto da
"virada lingüística" em psicanálise, criada por Lacan. Mas
retomam a questão de outro ponto de vista: o pragmatismo lingüístico. A
partir das contribuições de Wittgenstein, Austin, Quine, Davidson, Rorty,
Derrida etc., procura-se valorizar os atos da fala e suas regras de uso,
em redescrições contínuas e renovadas. Estas - baseadas necessariamente
em fundamentos eticamente aceitáveis - constituem o ponto mais relevante
trazido pela pragmática da linguagem à psicanálise.
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Ética e o Espelho da Cultura (1994)
-
Discussões
sobre ética e crise de valores têm proliferado nos últimos anos.
Notava-se, no entanto, a ausência de uma análise que conjugasse a
reflexão sobre os problemas práticos com a discussão dos fundamentos
das premissas éticas. Este livro vem, assim, preencher uma lacuna. Num
estilo claro, imaginativo e rigoroso na argumentação teórica, e preciso
nas observações empíricas, o autor articula uma fina discussão
conceitual com uma vigorosa análise dos problemas contemporâneos
referidos à ética. A perspectiva neopragmática de Jurandir Freire Costa
permite-lhe extrair as conseqüências dos princípios éticos que
constituem a herança democrática, pluralista, tolerante da tradição
ocidental moderna, e enfatizar o papel do sujeito moral, aquele a quem se
atribui o poder de escolher e inventar o próprio destino.
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A Inocência e o Vício: estudos sobre o
homoerotismo (1992)
-
Nesta
coletânea de artigos Jurandir Freire Costa analisa a questão do
homoerotismo masculino, empregando este termo para aludir ao que chamamos
de "homossexualismo" na língua corrente. A escolha é
justificada teoricamente porque, como entende o autor,
"homossexualidade" ou "homossexualismo" são palavras
que remetem ao vocabulário do século XIX, e repeti-las hoje significa
continuar pensando, falando e agindo emocionalmente com a crença de que
existem uma sexualidade e um tipo humanos "homossexuais",
independente do hábito lingüístico que os criou. Para examinar a
construção histórica da figura do "homossexual", o autor
percorre as obras de Gide, Proust, Balzac, Wilde e outros escritores do
século XIX, período em que se firmou no imaginário social a noção de
uma "personalidade" ou "perfil psicológico" comum a
"todos os homossexuais", tal como ainda se acredita hoje em dia.
Relacionando o seu estudo com a questão da AIDS, Jurandir Freire Costa
conclui que a crença na existência de uma "sexualidade
homossexual" condiciona negativamente a resposta que os sujeitos
homoeroticamente inclinados dão ao risco de infecção pelo vírus HIV.
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Psicanálise e Contexto Cultural: imaginário
psicanalítico, grupos e psicoterapias (1989) -
Este
trabalho pretende repensar o problema do atendimento psicoterápico nos
ambulatórios públicos, tendo como parâmetro conceitual a psicanálise.
Considerando a dificuldade de muitos clientes destes serviços em
adaptarem-se à psicoterapia dual, busca-se explicar as prováveis razões
desta dificuldade e justificar a escolha da psicoterapia de grupo, como
solução técnica capaz de contorná-la. Os temas centrais, objetos de
discussão teórica mais detalhada, são a variação das identidades
subjetivas, sócio-culturalmente construídas, e a crítica a algumas
concepções das teorias psicanalíticas de grupo decorrentes. Com base
nas noções de Ego, narcisismo e imaginário estas questões são
revistas, ao mesmo tempo em que se tenta fundamentar metapisicologicamente
as opções teórico-práticas, sustentadas ao longo da argumentação.
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Violência e Psicanálise
(1986)
-
Tematizar
a violência torna-se uma tarefa urgente para a psicanálise. A expansão
e os efeitos sociais deste fenômeno obrigam o pensamento psicanalítico a
rever questões relegadas a segundo plano ou dadas como resolvidas. Qual o
impacto da violência cotidiana, qualquer que seja sua forma, na dinâmica
intrapsíquica do sujeito? Qual a verdadeira extensão do conceito de
violência, quando aplicado à clínica? Qual o estatuto deste conceito no
interior da metapsicologia? Este trabalho pretende fornecer elementos que
sirvam de apoio ao debate e à reflexão crítica sobre o assunto.
Deixamos ao leitor, a última palavra sobre a validade deste propósito.
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Ordem Médica e Norma Familiar (1983)
-
Diante
da constatação de que a família vai mal e que depende cada vez mais de
especialistas (pedagogos, psicoterapeutas e profissionais afins) para
solucionar os males domésticos, o trabalho desenvolve um estudo sobre as
táticas médico-higiênicas que se insinuaram na intimidade da família
burguesa, do século XIX até hoje. Demonstra que as famílias se
desestruturaram por terem seguido à risca as normas de saúde e equilíbrio
que lhes foram impostas como manipulação político-econômica por uma
determinada classe social: a burguesia. E que todas as lições de amor e
sexo dadas à família têm um real adjetivo de classe.
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História
da Psiquiatria no Brasil (1976)
- "Na
vida cotidiana, o destino dos loucos pouco mudou dos anos 30 até hoje. É
verdade, já não se pensa mais em eliminá-los fisicamente, como no
discurso eugênico. Mas quem freqüenta ou freqüentou um asilo neste
país, dificilmente pode esquecer o que é a vida de um interno. Nestes
lugares, centenas de pessoas são maltratadas fisicamente e humilhadas
moralmente, de maneira cruel e sórdida. O mesmo desprezo racista e o
mesmo preconceito de classe, abertamente defendidos pelos teóricos da
Liga Brasileira de higiene Mental, continuam existindo na prática, embora
negados na teoria".
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